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COMUNICADO DA CÚRIA DIOCESANA DE AMPARO
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Frei Rozântimo Antunes Costa, vigário paroquial da Paróquia de São Benedito em Amparo, paróquia confiada aos cuidados da Ordem dos Frades Menores (OFM), foi transferido pelo Ministro Provincial de sua Ordem, o qual deliberou sob esta decisão após ouvir o Conselho da Ordem e decidir o que foi julgado melhor, inclusive para o próprio Frei Rozântimo. É sabido de todos que, a transferência de padres religiosos, é de competência de seu superior e não do Bispo Diocesano, o qual, no entanto, concede o uso de ordens na Diocese aos frades indicados pelo Ministro Provincial.

Este fato causou inquietação e indignação nos fiéis que participavam de suas missas de cura e libertação, muito freqüentadas na Paróquia de São Benedito onde é pároco e superior da comunidade religiosa o Frei João Pereira da Silva. Opiniões e acusações amarguradas, levadas pela emoção do momento, foram divulgadas. Muitas de conteúdo agressivo, contra a Igreja Católica e seus dirigentes, querendo fazer crer que toda a Igreja estava protestando contra a transferência de Frei Rozântimo, o que não é verdade. Estas atitudes depõem contra o trabalho de Frei Rozântimo que sempre pregou bondade, paz e amor. Ou seria esta revolta fruto do ministério de Frei Rozântimo? Não pode ser!

No entanto, a maioria dos católicos sabe que Frei Rozântimo pertence a uma Ordem Religiosa, onde o voto de obediência é fator importante de vida na humildade e acatamento à vontade de Deus, a qual se manifesta pelos superiores hierárquicos. Frei Rozântimo fez voto de obediência e precisa cumpri-lo. Aos que tentam jogar a população contra a Igreja, acusando-a de hipócrita, por não querer ouvir o apelo dos que querem a permanência do padre, lembramos que foi a vontade do povo que exigiu a condenação de Jesus diante de Pilatos. A vontade do povo também pode ser manipulada ou usada por interesses outros.

Frei Rozântimo embora realizando um trabalho que atraia muitas pessoas, não estava seguindo as orientações da Diocese em relação a alguns aspectos de suas atividades, o que lhe foi comunicado sem que houvesse resposta positiva de sua parte. Isto foi comunicado a seus superiores. Porém, o decisivo para sua transferência foi o fato de ter viajado a Israel sem a devida licença de seus superiores, o que se configura uma falta grave, para um religioso que pertencendo a uma comunidade de vida religiosa, deve dar satisfação de seus atos a quem de direito. Por outro lado como nos foi informado, Frei Rozântimo estava apresentando sinais de stress, como testemunham várias pessoas, chamadas por ele para ajudá-lo em muitas circunstâncias, nas quais pode fazer seus desabafos.

Quem tem estima por Frei Rozântimo deveria deixá-lo cumprir em paz as ordens de seus superiores, que tomaram a decisão por motivos fundamentados e não por pressão da Diocese, como alguns, ingenuamente querem fazer crer. Nossa gratidão pelo bem que ele realizou.

Quem tem estima por Jesus Cristo, continue firme, pois Ele não foi embora com Frei Rozântimo, Ele continua presente na sua Palavra e na Eucaristia que celebramos em nossas igrejas. Os papas, bispos e padres passam, Jesus Cristo permanece e sua Igreja com Ele: “E as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).

Que o tempo do Advento nos prepare para a vinda de Jesus neste Natal. Que Jesus traga paz e bençãos a todas as pessoas de boa vontade.

Cúria Diocesana de Amparo, 15 de dezembro de 2010


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