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PE. FRANCIS ESCREVE PARA O 1º DOMINGO DA QUARESMA
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O SER HUMANO PODE REALIZAR-SE POR INTEIRO, MESMO DIZENDO ALGUNS “NÃOS”!
I – Domingo da Quaresma
(Gen. 2. 7-9;3, 1-7./Rom. 5, 12-19/ Mat. 4,1-11.)

Nos Domingos quaresmais cada um de nós é convidado a percorrer o Retiro Espiritual de Toda Igreja, para aprender de novo o caminho da conversão, que no dia a dia, deve dar frutos de Santidade. Preparamo-nos para a Páscoa, a Mãe de todas as Solenidades, Celebração da Vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Entretanto, esta preparação faz com que incomodados sejamos, a fim de não nos acostumarmos a viver como se Deus não existisse, ou Ele estivesse longe de nós.

A Celebração do 1º Domingo da Quaresma apresenta diferentes situações a considerarmos. A primeira, destacada no livro do Genesis (Gen. 2. 7-9;3, 1-7), sobre o “pecado das origens”, o pecado original. A segunda em relação ao Evangelho (Mat. 4,1-11.), as tentações de Jesus no Deserto como paradigmas para nossas escolhas. E uma terceira, o texto de São Paulo na Carta aos Romanos (Rom. 5,12-19), falando sobre a justiça de Deus alcançada em Jesus Cristo. A graça é muito maior que o pecado cometido por nós. Por uma questão de escolha, para não nos alongarmos tanto, falaremos apenas sobre o livro do Genesis e sobre o Evangelho.

Numa comparação com a leitura do livro do Genesis, podemos dizer que hoje no centro do jardim do Éden está a descoberta da Ciência sobre o DNA. Cada código genético do projeto GENOMA desvendado leva o Ser Humano ao conhecimento do Bem e do Mal. Parece que chegamos de novo perto da árvore da vida. Queremos ser como Deus. Se por um lado, maravilhosamente as descobertas promovem meios de salvar, fazer o Bem. Por outro, elas conduzem o Ser Humano a falência de sua dignidade, que se dá pela manipulação genética feita meramente por interesses econômicos.

Outro aspecto, ainda em relação à leitura do livro do Genesis, é admitir que nem o Homem e a Mulher querem ser responsáveis pelos seus atos, ainda hoje. Todos querem ser livres. Contudo, não querem as conseqüências da liberdade, principalmente, quando elas revelam a tristeza e a agonia. Tomados de inúmeras justificativas (problemas emocionais, causas psíquicas, imaturidades), o Homem e a Mulher não querem admitir que no seu coração e na sua vida quando uma má escolha é feita, o mal recai sobre todos. Morte, violência, injustiças, egoísmo são pecados que nossa sociedade ostenta, infelizmente, despreocupada da ordem da Criação: “Não comereis...”. O “Slogam” do nosso tempo e dos nossos dias é dizer: “Eu não tenho culpa”. Não tenho culpa de ter nascido assim, não tenho culpa do que os meus pais fizeram, não tenho culpa de ser assim. Porém, isto basta? Não é uma fuga da responsabilidade de ser Sujeito, de ser o Protagonista da própria história?

Em vista disto, penso que é possível considerar o Evangelho. O Ser Humano não está fadado a se lamentar. A experiência de Jesus no Deserto é um paradigma para nossas escolhas. Podemos dizer que o Deserto de Jesus é o Deserto do Sentido da vida, da existência. Ao passar por uma necessidade meramente humana: ter fome e ao ser tentado e ter de escolher, Jesus nos remete a uma verdade: o Ser Humano pode realizar-se por inteiro, mesmo dizendo alguns “nãos”! A criança, o jovem, o adulto e mesmo o idoso fazem o que fazem em vista de se realizar e sentir bem. Isto é legitimo! Então, a quaresma não é um tempo de frustração, de não poder fazer o que se quer. Todavia, a quaresma é o tempo de ousar o Verdadeiro Sentido, no Deserto da Vida, aprendendo da vida de Cristo.

As tentações enfrentadas por Jesus: prazer, poder e ter estão sempre rondando nosso dia, estando na Igreja ou fora dela. A ousadia do verdadeiro Sentido está em saber que o PRAZER é saudável para a vida, porém, ele não é o único critério do viver humano. E se ele fosse, o Ser Humano bastaria a si mesmo e a vida acabaria no nada. A ousadia do verdadeiro sentido está em saber que se o PODER é serviço, tudo você fará com sentindo no seu coração. Entretanto, se ele é imposição, você não durará para sempre e um dia voltará a ser mais um em meio à grande humanidade. A ousadia do verdadeiro sentido está em saber que TER é meio e não fim, pois se o TER é satisfatório é ledo engano. A pessoa que muito tem, por vezes, muito quer e faz da ganância a arma do seu egoísmo.

Ora, a atualidade da quaresma faz com que nós possamos lembrar no coração e na mente que a vida tem provas e desafios, há tentações em muitas ocasiões. Mas podemos fazer diferente, a medida que ousamos o verdadeiro sentido. Santo Agostinho dizia: “Se Nele fomos tentados, Nele também vencemos o demônio.”. Precisamos assumir nossas escolhas, deixar de fazer de conta que o mal não existe, e apostar nossa vida na direção do Bem eterno, da felicidade que não se acaba.

Assim, vivamos cada semana com um propósito quaresmal. Para quem se propôs a rezar: viva isto com intensidade. Para quem se propôs a jejuar: viva isto com intensidade. Para quem se propôs a ajudar: viva isto com intensidade. E para quem nada se propôs: Pare de esperar e dizer que a culpa é do outro. Assuma o seu lugar, o seu papel e faça valer a sua vida. E não nos esqueçamos: Deus, diz o texto do Genesis, estava passeando no Jardim do Éden. Ainda Ele está passeando! E deseja que nós possamos encontrá-lo, nos prados eternos, como diz o Salmo 22, onde Ele e somente Ele será tudo em todos.

Que Deus nos dê a sua graça e nos faça perseverante neste caminho.

PE. FRANCIS TADEU DE OLIVEIRA MISTRELLI
 
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