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REFLEXÃO - PE. FRANCIS ESCREVE PARA O 3º DOMINGO DA QUAREMA
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3º Domingo da Quaresma

“DESCERMOS PARA A PROFUNDIDADE DO CORAÇÃO E DA MENTE E EXPERENCIARMOS A CRISTO JESUS, PARA EVANGELIZARMOS”.

Dando continuidade à reflexão quaresmal, pela meditação da Palavra de Deus, acompanhamos os textos do Livro do Êxodo 17, 3-7, a Carta de São Paulo aos Romanos 5,1-2.5-8 e o Evangelho de João 4, 5-42. A quaresma é o reavivamento da experiência fundante de nossa fé: o encontro com a pessoa de Jesus, a “água viva”. Não é um encontro sentimental. É um encontro fundamental: muda a nossa vida, como mudou a vida daquela mulher samaritana.

Penso que podemos ficar nos detalhes do Evangelho, mas antes disto, referenciamos que a leitura do livro do Êxodo apresenta um momento do relato da travessia do Povo de Deus, no deserto, e sua insatisfação. Há um destaque para a pessoa de Moisés, mas Deus está com ele. Por isso, sua ação é eficaz. Ninguém pense que pelo nosso próprio poder e pela nossa própria força as coisas acontecem. O decisivo é a presença do Senhor Deus.

Também, olhando a leitura da Carta de São Paulo aos Romanos, devemos dar destaque para a esperança, que não decepciona (Rom. 5,5). Em tempos de fraca esperança, o cristão é capaz de ir além. Ele não é conformista, pois se vê vocacionado a seguir em frente, “esperando contra toda humana esperança.”

Pois bem! Ao olharmos o Evangelho, teremos como pano de fundo os comentários da Bíblia do Peregrino, e assim é interessante sabermos que o texto do profeta Oséias, no Antigo Testamento, é uma primeira referencia para a nossa interpretação, pois comparada com a idolatria Bíblica, aquela mulher samaritana possuiu cinco maridos e ainda estava com outro.

Tomando três elementos do texto do Evangelho podemos pensar na nossa vida, no nosso hoje, a experiência de matar a sede de nossos anseios mais profundos. Descermos para a profundidade do coração e da mente e experenciarmos a Cristo Jesus, para evangelizarmos.

O primeiro elemento é a água. A água é elemento vital para o ser humano. O diálogo, no tocante sobre a água, entre Jesus e a Samaritana é crescente: pedir e recusar, oferecer e pedir, como degraus para subir e saltar ao plano superior do dom de Deus. Diz um comentarista: Como na Cruz, Jesus pede água (Jesus disse: Tenho sede – Jo. 19,28b) para depois dá-la (Do seu peito aberto jorrou sangue e água – Jo. 19,34b). A água é fonte da vida, da graça e da purificação. A vida humana repleta de necessidades mil, por vezes, está entretida com o supérfluo. O Evangelho nos ensina: Em Cristo está a fonte da vida. A do poço mata a sede, a sua água viva sacia definitivamente, porque se torna manancial dentro da pessoa.

Outro elemento é sobre o lugar autêntico do culto: “Adorar em Espírito e Verdade.” Dentro do contexto Bíblico se trata de adorar ou no Monte Sião (em Judá), ou no Monte Garizim (na Samaria). A resposta de Jesus é radical: nem um, nem outro. O culto é valido se é expressão de uma de uma atitude profunda. Adorar, guiado pelo Espírito, a partir de dentro do ser humano. Porém, podemos nos perguntar: viver a fé é vivê-la só para nós? Afinal de contas, as palavras de Jesus não privilegiam o Templo, a Igreja, como local para falar com Deus, para Adorá-lo. Entretanto, não é bem assim! Jesus disse a samaritana, quando ela falou da espera do Messias: “Sou eu, que estou falando contigo” (Jo 4,26). Adorar em Espírito e Verdade é relacionar-se com Cristo Jesus, na Igreja. Este “Sou Eu” evoca a Deus no Antigo Testamento. Hoje, ainda na Igreja ressoa claramente, quando alguém duvida de Cristo Jesus, “Sou eu, que estou falando contigo”.

Por fim, um terceiro elemento é sobre a mulher que se tornou evangelizadora. Nós vamos ouvir no tempo pascal que Maria Madalena foi a primeira mulher a fazer o anúncio da Ressurreição do Senhor. Ora! A Samaritana, no Evangelho da missa, prefigura a Maria Madalena. Ao ouvi-la, alguns samaritanos creram em Jesus; crendo acorreram a Ele; ouvindo-o creram mais e melhor. E fazem sua profissão de fé: sabemos e conhecemos. Atualmente, a Igreja insiste na missão evangelizadora dos cristãos, denominando-os discípulos-missionários. Cada um é convocado à experiência de Cristo Jesus, mas também, ao anúncio de Cristo Jesus.

É uma pena, muitos de nós não sermos corresponsáveis no Anúncio, deixando de contar sobre a novidade que é Cristo, como fez a samaritana. O “Ide em paz e o Senhor vos acompanhe” não é porque a missa acabou e eu não tenho mais nada com isso. Todavia, é porque a minha missão continua. Eu já bebi da fonte da Água viva, comunguei a Cristo. Agora preciso ir e, também, tornar-me uma pessoa evangelizadora, para que outros possam crer e participar.

Que Deus nos dê a sua graça e nos faça perseverante neste caminho.

Pe. Francis Tadeu de Oliveira Mistrelli

 
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