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RESSURREIÇÃO DO SENHOR
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Páscoa ou Domingo da Ressurreição é uma festividade religiosa e um feriado que celebra a Ressurreição de Jesus ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário, conforme o relato do Novo Testamento. É a principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e importante festa cristã.
“A ressurreição de Cristo não se reduz à revitalização de um indivíduo qualquer. Com ela foi inaugurada uma dimensão que interessa a todos seres humanos. É um acontecimento histórico que, ao mesmo tempo, rompe o âmbito da história e a ultrapassa. Bento XVI a explica com uma analogia. “Se nos é permitido por uma vez usar a linguagem da teoria da evolução”, a ressurreição de Jesus é “a maior ‘mutação’, em absoluto o salto mais decisivo para uma dimensão totalmente nova, como nunca se tinha verificado na longa história da vida e dos seus avanços: um salto para uma ordem completamente nova, que tem a ver conosco e diz respeito a toda a história” (homilia da Vigília Pascal de 2006).
Acreditar na ressurreição de Jesus, para o cristão, é uma condição de existência: é-se cristão porque se acredita que Jesus está vivo, triunfou da morte, ressuscitou, e é, para todos os humanos, o único mediador entre Deus e os homens. Dessa mediação participam a seu modo tudo aquilo (o universo e tudo aquilo que contém) e todos aqueles (dos mais sábios aos mais humildes) que, pela vida e pela palavra, proclamam o poder e a misericórdia de Deus que sustenta todo o universo e chama todos a participar de sua vida.
A fé na ressurreição de Jesus Cristo é o fundamento da mensagem cristã. A fé cristã estaria morta se lhe fosse retirada a verdade da ressurreição de Cristo. A ressurreição de Jesus são as primícias de um mundo novo, de uma nova situação do homem. Ela cria para os homens uma nova dimensão de ser, um novo âmbito da vida: o estar com Deus. Também significa que Deus manifestou-se verdadeiramente e que Cristo é o critério no qual o homem pode confiar.
A fé na ressurreição de Jesus é algo tão essencial para o cristão que São Paulo chegou a escrever: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia, e vazia também a vossa fé” (1Cor 15, 14).
A ressurreição de Cristo não é apenas o milagre de um cadáver reanimado. Não se trata do mesmo evento que ocorreu com outros personagens bíblicos como a filha de Jairo (cf. Mc 5, 22-24) ou Lázaro (cf. Jo 11, 1-44), que foram trazidos de volta à vida por Jesus, mas que, mais tarde, num certo momento, morreriam fisicamente.Jesus ressuscitado não voltou à vida normal que tinha neste mundo. Isso foi o que aconteceu com Lázaro e outros mortos ressuscitados por Ele. Jesus “partiu para uma vida diversa, nova: partiu para a vastidão de Deus, e é a partir dela que Ele se manifesta aos seus”, prossegue o Papa.”
Dois sinais da ressurreição são reconhecidos como essenciais pela fé da Igreja Católica. O primeiro é o testemunho das pessoas que encontraram Cristo ressuscitado. Essas testemunhas da ressurreição de Cristo são, antes de tudo, Pedro e os Doze apóstolos, mas não somente eles. São Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas às quais Jesus apareceu de uma só vez, além de Tiago e de todos os apóstolos (cf. CIC, 642; 1 Cor 15, 4-8.) O segundo sinal é o túmulo vazio. Significa que a ausência do corpo de Jesus não poderia ser obra humana. O sepulcro vazio e os panos de linho no chão significam por si mesmos que o corpo de Cristo escapou das correntes da morte e da corrupção, pelo poder de Deus (CIC, 656).
A ressurreição de Jesus Cristo constitui a comprovação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou. Todas as verdades, mesmo as mais inacessíveis ao espírito humano, encontram sua confirmação que, ao ressuscitar, Cristo deu a prova definitiva, que havia prometido, de sua autoridade divina (CIC, 651).
A Festa da Ressurreição muda a nossa existência: transforma sofrimento em alegria, lágrimas em regozijo, morte em vida. Ela é a plenitude do projeto divino de salvação, porque tem o Filho de Deus como único protagonista, Ele que é o centro e o coração do universo. Ela nos anuncia que nosso objetivo último e verdadeiro é a felicidade eterna.
A história humana seria assustadora se o silêncio mortal do Sábado Santo permanecesse eternamente. Então, a morte seria um abismo no qual todos nós acabaríamos nos precipitando. E o amor, a única coisa que torna a existência digna de ser vivida, nada mais seria do que uma ilusão breve e cômica. Sem a Ressurreição não haveria remissão dos pecados, nem justiça final, nem recompensa para o bem realizado. Não permaneceria nada além de resignação e desespero. Mas Cristo ressuscitou: a luz da esperança pode se alastrar como aurora radiante acima de todos os horizontes humanos.
Todos os dias recebemos notícias de violência, opressão, e ódio. Realizam-se marchas pela paz, organizam-se encontros. Palavras invadem os meios de comunicação, fotos de gestos cheios de simbolismo circulam ao redor do mundo. Mas nada, ou muito pouco, muda. Por quê? Porque o que realmente faz falta é a conversão do coração. A paz é um fruto de humilde oração, um presente que vem do Alto. Para dizer um “sim” decidido em favor da paz, é preciso que as pessoas encontrem uma forma comum de pensar, amar e sobretudo que aprendam a difícil e sublime arte do perdão. Somente isso consegue romper a espiral do ódio.
A todos vocês desejo essa paz da Festa da Páscoa!!!!


 
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